Entenda o porque do latim ser uma língua morta


Idioma originalmente falado no Lácio, a região do entorno da cidade de Roma, rapidamente difundida, especialmente na Europa Ocidental como a língua oficial da República Romana, do Império Romano, e, após a conversão religiosa do Estado ao cristianismo, da Igreja Católica Romana. Devido a sua fácil sintaxe, tornou-se a língua oficial dos ensinos acadêmicos e intelectuais da época, difundindo, dessa forma, documentos e escritos utilizando tal idioma.

Língua morta ou língua viva?

O Latim não é uma língua morta, como dizem diversos estudiosos sobre o assunto. No Vaticano, apesar de seu tamanho, tem como idioma oficial o Latim em pronúncia Centum (grupo foneticamente encontrado o Latim – leia-se Kéntum). Uma língua morta é definida como aquela que não se há mais nações cuja língua oficial a representa (ou como os mais radicais afirmam: não existem mais falantes pelo mundo).

Porém há também quem afirme que o latim é definitivamente uma língua morta por não haver falantes nativos da língua, pessoas originadas das regiões em questão. Desse ponto de vista em questão faria do Latim, sim, uma língua morta. E a importância de seu estudo é imensa, com o intuito de propagar essa língua que deu origem gramatical, fonética e frasal a diversos idiomas pelo mundo.

A volta

Apesar do ostracismo vivido em séculos, a língua começou a ganhar força nos últimos anos. Sendo, consequentemente, alvo também de jovens brasileiros para iniciar seus estudos. Segundo pesquisa realizada pela Revista Isto é, há em torno de dez cursos de graduação em latim funcionando ativamente no Brasil e, aparentemente, com sucesso. Dados mostram que a concorrência pelas vagas é grande. Em torno de 674 alunos apresentam-se para tentar ingresso, porém contando com apenas 157 vagas disponíveis.

O Latim é uma língua bastante interessante para os estudiosos na área de humanas. Filosofia, Sociologia e Direito são cursos em que os alunos buscam muito aprender essa língua mãe de seus estudos. Textos antigos que acumulam conteúdo interessante apenas em latim para filósofos e sociólogos, além de um grande número de termos voltados para os futuros advogados do Brasil.

O idioma tem sua parcela de importância. Além de ser um diferencial para integrantes dessa área (ou fora dela), é como se remeter ao passado. Como nossos antepassados se comunicavam numa era de muito intelecto e tão poucas formas de se difundir conhecimento, sendo documentos escritos a única forma de manter os seus pensamentos transcendendo os séculos.

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